ISSN: 1646-3137  
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Jorge Pedro Sousa, A Cobertura Imagética da Guerra do Golgo na Imprensa Portuguesa

O MUNDO, UNIDO, JAMAIS SERÁ VENCIDO: A COBERTURA IMAGÉTICA DA GUERRA DO GOLFO NA IMPRENSA PORTUGUESA DE GRANDE EXPANSÃO

 

 

Jorge Pedro Sousa[1], Universidade Fernando Pessoa

 

1. Introdução

 

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 1991.  16h30.  Nas bases sauditas onde estão estacionadas as forças norte-americanas é dada ordem para o início da operação Tempestade no Deserto, destinada a libertar o Koweit, então na posse das tropas iraquianas do Presidente Saddam Hussein.  Este, apesar das sucessivas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas[2] e das sanções impostas pela organização, não deu ordem de retirada ao seu exército.  Chegava, finalmente, a hora dos 605 mil homens e mulheres da força multinacional enfrentarem os 504 mil soldados iraquianos que se presumia estarem estacionados nas posições defensivas montadas pela máquina de guerra do Iraque (ver: Sousa, 1992).  Saddam Hussein tinha, provavelmente, cometido um erro, ao desprezar a ameaça “americana” (aliada) de libertação do Koweit através do uso da força, opção legitimada pelo Conselho de Segurança da ONU.

A ofensiva terrestre é lançada a 24 de Fevereiro.  Em 48 horas, os aliados atingem Koweit City.  Saddam acentua a articulação que quer estabelecer entre a religião e a guerra, exortando as tropas a expulsar os “novos cruzados” e apelando à jihad, a guerra santificada ou “justa” dos muçulmanos, procurando confundir política com religião, tanto quanto tinha tentado colar a causa palestiniana e o sentimento árabe anti-israelita à causa iraquiana.  Dia 26, Hussein ordena a retirada incondicional das suas tropas do Koweit, mas reclama vitória e continua a disparar mísseis, dois contra Israel e um contra uma caserna militar americana na Arábia Saudita, que provoca dezenas de mortos, que os jornalistas são impedidos de filmar ou fotografar.  Os iraquianos, que abandonam o Koweit numa imensa caravana automóvel, são surpreendidos na “auto-estrada da morte” por um bombardeamento aliado que pode ter provocado dezenas de vítimas[3].  A 28 de Fevereiro, Bush anuncia o cessar-fogo e declara a derrota de Hussein, que aceita o clausulado da resolução 678 do Conselho de Segurança da ONU.  Mas Saddam não se considera derrotado.  Pelo contrário, declara-se vencedor, argumentando que, durante o período de ocupação, o Koweit não tinha sido mais do que uma província iraquiana, de acordo com a alegada legitimidade histórica e a ideologia pan-arabista.

Quando o conflito irrompeu, pensava-se que a comunicação social se encontrava a postos.  No final do conflito, chegou-se à conclusão de que se soube menos sobre a Guerra do Golfo do que sobre qualquer outra guerra moderna precedente (Katz, 1992: 9; para exemplos de quanto se desconhece sobre a Guerra do Golfo, consultar, a título exemplificativo: Sousa, 1992).

No início do conflito, prometia-se a guerra em directo nos ecrãs de televisão, uma cobertura tão exaustiva como nunca tinha sucedido.  A CNN, por exemplo, preparou-se para estar em directo a partir de vários pontos do Globo, de Bagdad a Washington, e foi ela que, verdadeiramente, anunciou à aldeia global, unida pela televisão mundializada, o início da Guerra do Golfo.  Porém, a anunciada guerra em directo ficou muito longe das expectativas criadas.  Parafraseando Katz (1992: 5), “toda a gente” viu  o mesmo do muito pouco que houve para ver da Guerra do Golfo.  E o pouco que houve para ver não foi mais do que uma mão pouco cheia de aspectos de uma Guerra que os repórteres e especialistas convidados, frequentemente militares, diziam estar em marcha, numa progressão emotiva de eventos, frequentemente mediáticos, susceptível de atrair audiências (Katz, 1992: 8). 

A cobertura jornalística do conflito veio, assim, a ser significativamente criticada, especialmente depois da euforia ter passado.  Várias vozes se ergueram contra a ausência de contexto, recuo, edição efectivamente jornalística da informação e, principalmente, contra os perigos de manipulação dos jornalistas e do público, provocados, sobretudo, pelo directo televisivo multilocalizado e em contínuo, durante o qual se recuperou, com sucesso propagandístico, o enquadramento de sentido (frame) da Segunda Guerra Mundial (v.g.: Katz, 1992; Sousa, 1992; Woodrow, 1991).   Deste modo, transformou-se a Guerra do Golfo, conforme salienta Katz (1992: 6), num conflito do bem contra o mal, em que Saddam foi comparado a Hitler  e em que os curdos gaseados pelas tropas iraquianas foram comparados aos judeus assassinados nos campos da morte pelas SS.  Várias vozes se ergueram ainda contra as meias-verdades propagandeadas pelos militares e políticos beligerantes e engolidas como verdades totais por alguns jornalistas e algum público (como a meia-verdade segundo a qual a guerra era cirúrgica, quando a maioria das bombas caídas sobre o Iraque era gravitacional, tal e qual como as da Segunda Guerra Mundial); várias vozes se ergueram igualmente contra a censura que constrange os “direitos” a ver e a saber, contra o funcionamento em pools e também contra a “intoxicação”, provocada, sobretudo, pela difusão jornalística das imagens fornecidas pelos militares, sem qualquer recuo, edição ou contrastação de fontes e informações; várias vozes se ergueram também contra os simulacros, fossem eles, entre outros, os simulacros das imagens vídeo ou os simulacros dos debates, como opor um general da força aérea a um da infantaria em vez de um pacifista a um intervencionista. (ver, por exemplo: Katz, 1992; Sousa, 1992; Woodrow, 1991)  Chamou-se a esta guerra, em que virtual e real se fundiram frequentemente nos ecrãs de televisão e até, por que não, na rádio e na imprensa, a esta guerra em directo sem o ser, a esta guerra de simulacros, a esta guerra travada não apenas no terreno mas também nos ecrãs de TV, a esta guerra travada mundialmente em torno das imagens que os media construíam dela mesma, a esta guerra onde as novas tecnologias militares são, em parte, as novas tecnologias da informação e da comunicação, a esta guerra onde acontecimento e recepção por vezes quase coincidem, a primeira guerra pós-moderna (Virilio, 1992; Perniola, 1991; Cádima, 1991; Orihuela, 1991).

Em consonância com o exposto, este trabalho tem por objectivo avaliar a forma como a imprensa portuguesa de grande expansão tratou imageticamente o conflito do Golfo, entre 17 de Janeiro e 28 de Fevereiro de 1991 (período estendido até 2 de Março nos semanários).  Tentei testar, principalmente, as seguintes hipóteses:

1)     Tendo sido a Guerra do Golfo, em grande medida, uma guerra de imagens e, sobretudo, uma guerra de imagens na TV (ver, por exemplo: Sousa, 1992; Cádima, 1991; Woodrow, 1991), ponho por hipótese que a imprensa se ressentiu dessa contingência, tendo usado relevantemente a imagem para fazer passar a informação;

2)     Secundariamente, ponho também por hipótese que, face não só aos constrangimentos impostos pelos beligerantes à movimentação dos jornalistas (ver, por exemplo: Sousa, 1992; Ledo Andión, 1993) mas também às novas tecnologias que permitem e incentivam o jornalismo infográfico (ver, por exemplo: Ledo Andión, 1993), a imprensa tenha recorrido relevantemente, por um lado, a imagens extraídas dos ecrãs de televisão e, por outro lado, ao jornalismo infográfico.

Procurei, igualmente, averiguar o grau de dependência que a imprensa portuguesa sentiu de produtores e fornecedores de conteúdos imagéticos sobre a Guerra do Golfo (com todos os problemas que tal facto pode potencialmente acarretar, nomeadamente quando a informação tem origem em agentes interessados, neste caso, sobretudo políticos e militares).  Tive também por objectivo verificar se existiram enviusamentos na cobertura jornalística imagética que a imprensa portuguesa fez do conflito, que tenham tornado essa cobertura mais ou menos favorável a um dos lados em confronto, embora seja sempre de esperar a existência de desvios, mesmo que não intencionais (bias).  Um outro desiderato do presente trabalho consistiu em procurar saber se o público foi advertido das circunstâncias em que a cobertura da guerra se estava a desenrolar, nomeadamente das sujeições à censura e a constrangimentos como o funcionamento em pools.

 

 

2. Metodologia

 

Face às hipóteses apresentadas, aos objectivos delineados e às conclusões dos diversos estudos publicados sobre a cobertura jornalística imagética da Guerra do Golfo, procurei responder às seguintes perguntas de investigação (research questions):

RQ1: Qual foi o tipo e a relevância da cobertura imagética da Guerra do Golfo?

RQ2: Até que ponto a imprensa portuguesa dependeu da produção externa em termos de cobertura imagética do conflito?

RQ3: Quais foram os conteúdos da cobertura imagética da Guerra?  Será que se traduziu, essencialmente, numa espécie de catalogação quase publicitária do arsenal norte-americano, a exemplo do que aconteceu nos EUA (Griffin e Lee, 1995)?

RQ4: Qual foi o cuidado posto em colocar o público a par da censura e dos constrangimentos à cobertura jornalística imagética sobre a Guerra?

Para responder a essas questões, metodologicamente enveredei por uma análise de conteúdo e morfológica (número e superfície ocupada -em cm2- pelas imagens jornalísticas sobre o conflito), de seis jornais diários vespertinos (Público, Diário de Notícias, Correio da Manhã, Jornal de Notícias, O Comércio do Porto e O Primeiro de Janeiro), quatro jornais semanários (O Independente, Expresso, O Jornal e Semanário) e uma revista de informação geral (Sábado).  Escolhi os quatro diários portugueses vespertinos de maior tiragem (Público, Jornal de Notícias, Diário de Notícias e O Correio da Manhã) e, por razões de proximidade geográfica e de avaliação do comportamento da imprensa pertencente a empresas em crise, os jornais do Porto O Primeiro de Janeiro e O Comércio do Porto.  Entre os semanários, seleccionei, igualmente, os de maior tiragem (Expresso, a “instituição” do jornalismo português, O Independente e o Semanário) e um jornal que atravessava uma crise, que acabaria por ditar o desaparecimento do título (O Jornal).  A Sábado era, à época, a única revista semanal de informação geral publicada em Portugal.

Durante a análise morfológica, fiz aproximações numéricas quando trabalhei com percentagens e com a aferição da superfície ocupada, pois, tal opção, por um lado, facilita o tratamento da informação e a apreensão da mesma e, por outro lado, não interfere com a avaliação das grandes tendências da cobertura, que é, afinal, aquilo que está em causa nesta pesquisa (as aproximações que fiz são desprezíveis em termos de análise das tendências).  Incluí na análise morfológica suplementos sobre a Guerra do Golfo e alguns cadernos e revistas regulares dos jornais estudados com informação sobre o tema em causa, sempre que disponíveis[4].  Quando houve mais do que uma edição diária do mesmo jornal, fenómeno que ocorreu no primeiro dia do conflito, foi feita a análise morfológica das diferentes edições, incluindo-se nos dados finais os elementos recolhidos na primeira edição e os elementos que diferenciavam cada nova edição da anterior.

Defini, a priori, para todos os títulos, as seguintes categorias de análise:

- Imagens sobre a Guerra;

- Tipos de imagens: fotografias, cartoons, infográficos ou imagens obtidas a partir da TV; estabeleci uma única categoria para mapas e infográficos por dois motivos: por um lado, os mapas podem considerar-se uma modalidade de infográficos; por outro lado, geralmente os mapas que surgiram na imprensa estavam povoados de vários infográficos de outro tipo, nomeadamente infográficos icónicos e simbólicos;

- Origem das imagens (produção própria ou não própria, jornalística ou não jornalística, nacional ou estrangeira, produção oriunda de revistas militares);

- Conteúdo principal das imagens (sem distinção do tipo de imagem);

- Imagens com menção a censura.

Há uma questão metodológica que merece reparo: os dados sobre os quais trabalhei foram recolhidos por uma equipa de estudantes e recuperados da minha dissertação de licenciatura (1992), onde, por sua vez, se encontra informação recolhida não apenas por mim, mas também por um colega.  Apesar da instrução prévia a que foram sujeitos e do esforço de harmonização que empreendi, o facto de terem sido pessoas diferentes a recolher a informação em diferentes jornais pode ter gerado uma relativa subjectividade na classificação das imagens nas categorias previamente estabelecidas.  Este fenómeno poderá ter tido alguma repercussão, embora julgue que mínima, nos resultados finais da análise morfológica com categorias pré-estabelecidas, método que escolhi para este trabalho.  Mas esses hipotéticos desvios, ainda que se tenham verificado, não interferem no desenho das grandes tendências da cobertura imagética que a imprensa portuguesa fez da Guerra do Golfo, que é, afinal, aquilo que interessa definir com esta pesquisa.

A título de reparo metodológico, convém igualmente salientar que quando me refiro ao espaço ocupado pelas imagens se tratou única e exclusivamente do espaço efectivamente ocupado pelas imagens, excluindo os seus textos eventualmente associados.  Por outro lado, quando me refiro a “países da Coligação”, quando não os individualizo, refiro-me exclusivamente aos países que mais se salientaram na sua intervenção e/ou que foram envolvidos no conflito devido à sua proximidade geográfica (como é o caso do Reino Unido e da França, entre os primeiros, e da Arábia Saudita ou do Egipto, entre os segundos).

 

 

3. Contextualização histórica

 

O Iraque de Hussein foi o primeiro estado a tentar explorar o fim da Guerra Fria.  Presumivelmente, Saddam calculou que a desregulação nas relações internacionais que se perspectivava lhe permitiria anexar o rico emirato vizinho, que, conjuntamente com a Arábia Saudita e o Paquistão, era dos principais concorrentes do Iraque no financiamento de actividades integristas. (Al-Ahnaf e Étienne, 1992)  Saddam, militante do Partido Baas (pan-arabista e anti-ocidental), teria, inclusivamente, salientado que “o caminho para Jerusalém passa por Meca”, além de ter criticado os hábitos perversos das monarquias do Golfo, como a contratação de prostitutas ocidentais de luxo. (Al-Ahnaf e Étienne, 1992)  Aliás, a 8 de Fevereiro de 1980, o presidente do Iraque divulgou uma carta em que anunciava as suas intenções unitárias.  Porém, o Ocidente, demasiado preocupado com o Irão de Khomeiny, não o ouviu.  Nem se apercebeu, como Amin Maalouf (1990) fez notar, de que a agitação no Médio Oriente era mais política do que religiosa.

Ao invadir o Koweit, o Iraque justificou-se não apenas com o fácil argumento de que o Koweit roubava petróleo ao Iraque, usando perfuradoras especiais, mas também com a postura ideológica baasista, que considera a unidade da nação árabe como sendo mais importante do que os estados parcelares, maioritariamente criados pelas potências coloniais, mormente o Reino Unido e a França. Além disso, o Iraque foi beber aos escritos de vários historiadores árabes, que consideram a anexação como um acto legítimo à luz da história.  Eles baseiam as suas asserções no facto de o actual Koweit, desde os tempos das longínquas civilizações mesopotâmica, babilónica, assíria/pérsica e parta, nunca ter estado separado do actual Iraque até ao século XIX.  Inclusivamente, entre 1871 e 1899, período durante o qual a região iraquiana de Bassorá foi convertida em província, no seio do Império Otomano, o emir do Koweit ainda dependia de Bassorá.  De facto, o emirato só se começa a assumir como entidade individual em 1899, quando encarregou o Reino Unido da sua representação diplomática, e é apenas em 1961 que se torna independente, apesar dos protestos iraquianos e árabes em geral, que vêem no acto apenas uma manobra das antigas potências coloniais, destinada a assegurar-lhes algum controlo sobre o petróleo.  Aliás, em 1938 e 1939, o próprio Conselho Legislativo do Koweit tinha defendido a fusão com o Iraque, independente desde 1930 e membro da Sociedade das Nações desde 1932.  A própria independência koweitiana só foi mantida, no próprio ano em que foi alcançada, devido à protecção concedida pelos soldados britânicos face à ameaça de anexação iraquiana.  E só em 1963 é que o Iraque reconhecerá o Koweit como país independente, muito antes de Saddam Hussein e das suas teses pan-arabistas chegarem ao poder.  Em 1977, verificou-se uma nova desavença entre os dois países, devido à reivindicação territorial que o Iraque fazia das estratégicas ilhas koweitianas de Boubiane e Warba, que acabaram por lhe ser alugadas, condição que satisfazia os interesses iraquianos.

Provocada pelo combate ao fundamentalismo xiita que ameaçava a estabilidade iraquiana no Sul do país e pelos eternos problemas em torno da delimitação das fronteiras na explosiva região do Chatt al-Arab, onde se situam, em Oum Qsar, as únicas instalações portuárias iraquianas por onde se pode fazer o escoamento de petróleo, a guerra Irão-Iraque trouxe a este último país as simpatias ocidentais (Al-Ahnaf e Étienne, 1992).  Mas levou igualmente Saddam Hussein a considerar que tinha prestado um serviço a todos os países da região, pelo que exigiu o perdão das dívidas que o Iraque tinha contraído nesse período; quis também que a relação preço/quota de petróleo definida pela OPEP para o Iraque permitisse ao país fazer face aos desafios da reconstrução nacional e assumir um lugar destacado no mundo árabe.  Para que esta última condição se concretizasse, fortaleceu decisivamente as Forças Armadas, especialmente à custa de equipamento soviético, mas também ocidental (como se verificou durante a Guerra do Golfo). (Al-Ahnaf e Étienne, 1992) Talvez não estivesse mesmo longe dos horizontes de Saddam assumir a liderança do mundo árabe contra Israel, acusado de possuir territórios árabes indevidos, de controlar crescentemente os vitais recursos aquíferos da região, etc.  (Al-Ahnaf e Étienne, 1992)

É neste contexto que, pelos finais dos anos oitenta, devido ao torpedeamento koweitiano das quotas e preços fixados pela OPEP, se começam a deteriorar significativamente as relações entre o poderoso país de Saddam e o pequeno e apetecido emirato conservador, cuja imensa riqueza, repartida pelos pequeno número de habitantes, se devia unicamente ao petróleo, e cujas fronteiras e legitimidade histórica desde sempre tinham sido contestadas pelo Iraque.  A posse do Koweit daria aos iraquianos uma fatia significativa do petróleo mundial e, em princípio, ampliaria consideravelmente a influência do país no mundo.  Hussein manda, então, invadir o emirato, a 2 de Agosto de 1990.  Todavia, ao fazê-lo, apesar de alegar que o Koweit fazia parte do território iraquiano, viola também uma das regras básicas da Liga Árabe: a de que nenhum país membro recorreria à força para resolver diferendos.  O Koweit invoca ainda em sua defesa a sua condição de nação independente, internacionalmente reconhecida (inclusivamente pelo Iraque), e os tratados que ao longo da história reconheciam a soberania koweitiana sobre o seu próprio território, tais como os tratados de Sèvres e de Lausanne, no âmbito dos quais os turcos otomanos desistiram de reclamar a soberania sobre o emirato.

A forma como a situação evoluiu posteriormente é conhecida.  Liderados pelos EUA e motivados, certamente, por razões políticas, económicas e militares, vários países, legitimados pelas decisões do Conselho de Segurança das Nações Unidas, desencadearam as operações Escudo no Deserto e Tempestade no Deserto, que culminaram com a libertação do Koweit, em Fevereiro de 1991.  Mas Saddam não foi derrubado nem foi exigido o desmembramento do Iraque, já que a potencial instabilidade daí resultante poderia ser mais explosiva do que a manutenção da integridade do país.

No rescaldo da guerra, os xiitas do Sul do Iraque revoltam-se, sendo reprimidos pelas tropas fiéis a Saddam.  No Norte do Iraque, os curdos são beneficiados por um estatuto especial de protecção, outorgado pelas Nações Unidas e garantido pelas potências ocidentais.  A ONU declara a manutenção do embargo económico e militar ao Iraque (que se mantém até hoje), destinado, principalmente, a forçar os líderes iraquianos a desmantelar os programas de armamento químico, biológico e nuclear.  Apenas se exclui o auxílio humanitário, no âmbito de um programa das Nações Unidas que autoriza a “troca” de petróleo por alimentos, medicamentos e outros bens essenciais.  O Norte e o Sul do Iraque são, igualmente, declarados zonas de interdição aérea, de forma a proteger as populações iraquianas que, historicamente, mais “dores de cabeça” têm dado a Hussein, os curdos e os xiitas.  Porém, desde 1991 a esta parte que Saddam Hussein não se tem proibido de testar as potências da coligação internacional e a determinação das Nações Unidas.  Além do esmagamento da revolta xiita no Sul (beneficiando do aparente beneplácito de um Ocidente que também está longe de simpatizar com o fundamentalismo xiita), os iraquianos intervieram militarmente no Curdistão, dispararam mísseis em direcção à fronteira com o Koweit e a Arábia Saudita, realizaram manobras militares nas fronteiras com esses países, levaram tropas a ultrapassar a fronteira koweitiana com o argumento de que iam buscar material abandonado após a operação Tempestade no Deserto, fixaram nos radares, e tornaram alvos para mísseis, os aviões da coligação internacional que fiscalizam as zonas de interdição aérea, “jogaram” constantemente ao “rato e ao gato” com os inspectores da ONU que, no terreno (incluindo nos célebres palácios presidenciais de Hussein), verificam o cumprimento, pelo Iraque, das resoluções das Nações Unidas, nomeadamente daquelas que obrigam o país a desmantelar os seus arsenais convencionais, químicos e biológicos e a colocar um fim aos programas de armamento, especialmente de armamento convencional, químico, biológico e nuclear.  Alguns países da coligação internacional, nomeadamente os EUA e o Reino Unido, já intervieram militarmente no Iraque, destruindo infra-estruturas militares e locais suspeitos de albergar armas ou de integrarem os programas rearmamentistas iraquianos.  Mas algumas dessas intervenções têm sido criticadas por alguns países da comunidade internacional, nomeadamente aquelas que, eventualmente, se assemelham mais a gestos destinados a desviar as atenções dos problemas de Bill Clinton do que a medidas oportunas, ponderadas e consensuais.

 

 

4. Revisão de literatura

 

Não há muitos estudos específicos sobre a cobertura imagética que a imprensa fez da Guerra do Golfo.  Griffin e Lee (1995) demonstram que a cobertura fotojornalística da Guerra do Golfo na Time, na Newsweek e no U.S. News & World Report assentou num limitado leque de imagens, que enfatizaram, sobretudo, uma catalogação do arsenal norte-americano.  Por sua vez, Conners (1998) analisou os cartoons representando Saddam Hussein publicados no Washington Post, no Atlanta Constitution, no Chicago Tribune e na Newsweek entre 1 de Agosto de 1990 e 31 de Março de 1991 foram analisados por Conners (1998).  Este autor demonstra que as representações cartoonísticas do Presidente iraquiano oscilaram entre as figuras do agressor e do criminoso, sendo mesmo frequentemente desumanizado, encarnando figuras de animais, incluindo aranhas e aves.  Conners salienta, assim, que os cartoonistas americanos trabalharam, principalmente, no sentido de garantir suporte para a intervenção americana no Golfo Pérsico e para o Presidente Bush, embora registe que o Presidente americano foi, por vezes, representado como fraco, indeciso e impaciente.  Concluindo, o autor destaca que embora Hussein tenha sido representado como o inimigo, o Presidente Bush não foi representado como o herói da Guerra.

Sei também que o professor Richard Zimler, da Escola Superior de Jornalismo do Porto, desenvolveu uma pesquisa sobre a cobertura fotojornalística da Guerra do Golfo em alguns jornais portugueses, mas o estudo ainda não foi publicamente apresentado.

 

 

5. Resultados

 

Os resultados do estudo são sistematicamente apresentados nas tabelas inseridas nos anexos.

 

 

6. Discussão dos resultados

 

Verifica-se pelos dados que todos os jornais usaram relevantemente a informação imagética.  O Expresso (11,6% do espaço da informação sobre a Guerra ocupado com imagens sobre o conflito) foi o periódico que, percentualmente, menos recorreu à informação imagética, no cômputo geral de informação sobre a Guerra, embora não se possa dizer o mesmo em números absolutos (201 imagens, ocupando 26.758 cm2).  Todos os restantes órgãos jornalísticos analisados apresentam percentagens de ocupação imagética do espaço de informação sobre a guerra superiores a 21,3% (quase um quinto da superfície dedicada à Guerra, em O Jornal), tendo o Diário de Notícias atingido mesmo o valor de 35,3% (mais de um terço do espaço com informação sobre a Guerra ocupado por informação imagética).  As fotografias foram o meio privilegiado de representação visual do conflito em todos os jornais analisados, verificando-se um recurso relativamente assinalável a infográficos e mapas (frequentemente combinados), mostrando que as novas tecnologias da comunicação abrem novos caminhos ao jornalismo mas também que as formas tradicionais de representação imagética da Guerra na imprensa continuavam vivas na alvorada da última década do segundo milénio.  Só o Público, talvez o diário que, no início dos anos noventa, se procurava afirmar com mais veemência em Portugal, adquirindo estatuto e ganhando audiência, incluiu um número significativo de imagens recuperadas da televisão (38 imagens, ou seja, 6,4%, que ocuparam 8,9% da superfície dedicada à cobertura imagética).

Passando ao capítulo da origem das imagens, verificamos que, em todos os jornais, as imagens televisivas, quando mencionavam a origem ou quando era possível identificar essa origem, foram principalmente extraídas da CNN, embora o Público e o Diário de Notícias, que competiam pela mesma audiência, se tenham preocupado em ir buscar algumas imagens à TV iraquiana, tendo o Público recorrido mesmo a outras televisões ocidentais, acentuando a pluralidade da representação bélica.  Só no Público e no Correio da Manhã encontramos imagens recuperadas da televisão com menção a censura.

No que respeita aos mapas e infográficos, a maioria não incluía qualquer identificação sobre a sua origem.  A maior parte das origens identificadas dos mapas e infográficos dizia respeito a meios jornalísticos ocidentais.  O Público, porém, identificou sete mapas e infográficos como sendo reproduzidos de revistas militares ocidentais e mesmo outros sete como tendo tido origem em meios não jornalísticos ocidentais, o que pode representar um certo grau de enviusamento.

Em relação à origem das fotografias, ressalta imediatamente à vista que uma percentagem significativa das mesmas não teve a origem referenciada.  Se pensarmos que situações similares ocorreram com a identificação dos mapas e infográficos e das imagens extraídas da televisão, então podemos dizer que os jornais não respeitaram (integralmente) o direito dos autores em ver o seu trabalho atribuído e o direito do público a ser informado da autoria, inclusivamente para atribuir responsabilidades, nomeadamente numa situação propícia às tentativas de manipulação das correntes de opinião do público como é uma situação de guerra.  A salientar igualmente, no que toca à origem das fotografias, é a elevada dependência que os jornais denotaram da produção jornalística estrangeira.  Provavelmente, embora vários jornais tenham enviado correspondentes para os países envolvidos no conflito, os fotojornalistas foram desvalorizados em privilégio dos jornalistas redactores, tendo enviado estes últimos em detrimento dos primeiros.  Se os constrangimentos financeiros atingem, em primeiro lugar, a cobertura fotojornalística própria do conflito, então o fotojornalismo tende a ser desvalorizado em favor do texto escrito.  Interessante é ainda notar que enquanto os cartoons são sempre assinados pelos seus autores, as restantes imagens não o são, o que dá status profissional e social aos cartoonistas mas tira aos restantes profissionais do jornalismo imagético.  Esta situação, aliás, não é nova.  Conotado com a arte, o desenho, humorístico ou não, já merecia quase sempre a identificação do autor nos primeiros tempos do fotojornalismo, ao contrário do que acontecia com o repórter fotográfico, que raramente via essa oportunidade ser-lhe concedida.  Posso até recordar que muitas fotografias não eram reproduzidas directamente nos jornais, embora já existissem recursos técnicos para isso, sendo passadas a gravuras, talvez porque o público da época estivesse mais habituado ao desenho e o privilegiasse. 

É conveniente relembrar que a dependência que os jornais portugueses denotaram, em todas as categorias sob análise, da produção não própria de imagens representativas da guerra, tende a reduzir o pluralismo das visões sobre a guerra, uma vez que haverá mais pessoas a consumir as mesmas imagens.  É ainda de destacar que praticamente não houve quaisquer avisos nas imagens à censura e aos constrangimentos da cobertura de guerra.

Dissecando, finalmente, os conteúdos das representações visuais da Guerra do Golfo na imprensa portuguesa, é possível verificar, em primeiro lugar, que, embora tenha havido uma preocupação assinalável, talvez por efeito de arrastamento ou por causa do tipo de material fornecido às redacções (e na ausência, devido aos constrangimentos e à censura, de imagens mais representativas do que se sucedia no terreno) na catalogação do arsenal dos países envolvidos, essa preocupação não foi a tónica dominante da cobertura, ao contrário do que sucedeu nos Estados Unidos (cf. Griffin e Lee, 1995).  Não obstante, e apesar da relativa pluralidade dos temas tratados, directa ou indirectamente relacionados com o conflito, todos os jornais representaram significativamente a vertente militar do conflito, não apenas introduzindo imagens do arsenal em presença, mas também das tropas e dos líderes militares, com “vantagem” para a Coligação e os Estados Unidos, ou seja, com um certo grau de enviusamento favorável aos EUA, aos países da Coligação Internacional e, portanto, à intervenção armada com a finalidade de assegurar a libertação do Koweit.  As Forças Armadas portuguesas, talvez porque contribuíram com pouco mais do que uma fragata e um navio de carga para o esforço Aliado comum, foram desvalorizadas na cobertura, não tendo, portanto, funcionado aqui fortemente o critério de noticiabilidade da proximidade.

A liderança política do conflito reflectiu-se no elevado número de fotografias dos líderes políticos dos países beligerantes.  Neste pormenor, embora, no cômputo geral, os líderes dos países da Coligação mais intervenientes, até porque são mais, tenham sido bastante representados, a par dos líderes políticos de outros países e da ONU, houve um recurso assinalável às representações da liderança iraquiana, provavelmente devido à omnipresença de Saddam Hussein, o que revelará também uma personalização do conflito.

A visão da Guerra transmitida predominantemente pelas imagens revela um conflito quase sem combates directos e com relativamente poucas vítimas e destruição, com excepções pouco significativas no que respeita ao Iraque e a Israel.  Ou seja, a Guerra do Golfo foi tendencialmente representada na imprensa portuguesa, em termos imagéticos, como um conflito asséptico, cirúrgico, tal e qual os Aliados procuraram fazer crer, ignorando o facto de que grande parte das bombas que caíram sobre o Iraque terem sido gravitacionais, tal e qual as da Segunda Guerra Mundial, que não escolhiam onde caíam.

É interessante notar a atenção que foi concedida, por todos os jornais, à vida civil nos países em confronto e à vida civil em Portugal, provavelmente devido à impossibilidade de se fotografarem os acontecimentos na linha da frente, que teriam fornecido, certamente, representações imagéticas da Guerra mais apetecíveis.  Porém, esta situação poderá ter provocado um enviusamento na produção de sentido para as mensagens sobre a Guerra, agudizando, por um lado, a ideia de que se trataria de um conflito cirúrgico e, por outro lado, desviando as atenções do palco da Guerra e hipoteticamente gerando, no que respeita a Portugal, um aumento do sentimento de insegurança colectiva (inclusivamente devido ao fantasma do terrorismo), uma vez que se deu do País uma imagem de envolvimento superior àquele que ele teve, na realidade.

Finalmente, registe-se que foi concedido algum espaço à representação visual das manifestações contra a Guerra, sobretudo nos diários, embora esse espaço tivesse sido percentualmente pouco significativo no cômputo geral das imagens.

 

 

7. Conclusões

 

Posso concluir que, na generalidade, face aos dados recolhidos, os jornais portugueses tiveram um comportamento relativamente semelhante no que respeita às grandes tendências da cobertura imagética da Guerra do Golfo, atrás expostas, provavelmente quer devido a um presumível efeito de “arrastamento”, quer devido aos condicionalismos na cobertura.  Esta será, talvez, a principal conclusão a extrair deste trabalho.  Além disso, julgo poder dizer que se nota uma certa ênfase na ideia de que o conflito foi uma teia de operações cirúrgicas e assépticas, circunstância que, associada a uma certa personalização maniqueísta do conflito (o bem contra o demónio Saddam), evidenciada pelo grande número de imagens dos líderes, poderá ter contribuído para um certo enviusamento tendencioso da cobertura, particularmente favorável à intervenção aliada e à Coligação.

No que respeita às hipóteses que procurei testar, recordo que em primeiro lugar coloquei por hipótese que, tendo sido a Guerra do Golfo, em grande medida, uma guerra de imagens e, sobretudo, uma guerra de imagens na TV, a imprensa se ressentiu dessa contingência, tendo usado relevantemente a imagem para fazer passar a informação.  Os resultados confirmam que todos os jornais, com especial destaque para os diários, usaram relevantemente a imagem como veículo informativo sobre a Guerra, o que valida a hipótese. 

Em segundo lugar pus também por hipótese que, face não só aos constrangimentos impostos pelos beligerantes à movimentação dos jornalistas, mas também às novas tecnologias que permitem e incentivam o jornalismo infográfico, a imprensa tenha recorrido relevantemente, por um lado, a imagens extraídas dos ecrãs de televisão e, por outro lado, ao jornalismo infográfico.  Os dados recolhidos demonstram, porém, que, embora o jornalismo infográfico tenha estado presente na cobertura, as percentagens da sua utilização foram inferiores ao que eu esperava.  Do mesmo modo, só pontualmente os jornais recorreram a imagens recolhidas da TV.  Assim sendo, parece-me que a hipótese é rejeitável, sobretudo no que respeita ao aproveitamento das imagens televisivas, já que, apesar de tudo, a infografia, enquanto forma jornalística de apresentação de informação, esteve minimamente representada.

 

 

Bibliografia

 

ABELAIRA, Augusto (1991, 1 de Fevereiro) - Guerra e censura.  O Jornal.

AL-AHNAF, M. e ÉTIENNE, B. (1992) - Ils Ont Rasé la Mésopotamie.  Paris: Éditions Eshel.

CÁDIMA, Francisco Rui (1991, 26 de Janeiro) - A guerra mediática.  A Revista - Expresso.

CONNERS, J. L. (1998) - Hussein as enemy: The Persian Gulf War in political cartoons.  Harvard International Journal of Press/Politics, vol. 3, n.º 3, pp. 96-114.

GRIFFIN, M. e LEE, J. (1995) - Picturing the Gulf War: Constructing an image of war in Time, Newsweek, and U.S. News & World Report.  Journalism and Mass Communication Quarterly, vol. 72, n.º 4, pp. 813-825.

KATZ, Elihu (1992) - The end of journalism?  Notes on watching the war.  Journal of Communication, vol. 42, n.º 3, pp. 5-13.

LEDO ANDIÓN, Margarita (1993) - O diario postelevisivo.  Santiago de Compostela: Edicións Léa.

MAALOUF, Amin (1990) - As Cruzadas Vistas pelos Árabes.  4ª edição.  Lisboa: Difel.

PERNIOLA, Mário et al. (1991) - Guerra Virtual, Guerra Real: Reflexão Sobre o Conflito do Golfo.  Lisboa: Vega.

SOUSA, Jorge Pedro (1992) - Incógnitas da Incerteza.  Reflexões Sobre Jornalismo e Comunicação Humana a Propósito da Guerra do Golfo.  Monografia de licenciatura, não publicada, disponível nas bibliotecas da Escola Superior de Jornalismo do Porto (Portugal) e da Universidade Fernando Pessoa (Porto-Portugal).

VIRÍLIO, Paul (1992, 18 de Janeiro) - Uma guerra não convencional.  A Revista - Expresso.

WOODROW, Alain (1991) - Informação, Manipulação.  Lisboa: Publicações Dom Quixote.
ANEXOS

 

A)   Situação nos jornais diários

 

 

Tabela 1

Imagens da Guerra do Golfo nos jornais diários

 

 

 

 

 

 

Jornal

 

 

 

 

 

Imagens

(n.º total)

 

 

 

 

Imagens

(espaço ocupado em cm2)

% do espaço

de infor-mação

sobre a

Guer-ra ocupa-do por

ima-gens

 

 

 

 

 

Fotos

(n.º)

 

 

 

 

Fotos

(espa-ço)

(cm2)

 

 

 

 

Info-grá-ficos e mapas

(n.º)

 

 

 

Info-grá-

ficos e

mapas

(espaço)

(cm2)

 

 

 

 

Car-toons

(n.º)

 

 

 

Car-toons (espa-ço)

(cm2)

 

 

 

 

Ima-gens da TV

(n.º)

 

 

 

Ima-gens da TV

(espa-ço)

(cm2)

Correio da

Manhã

678

(15,8/

dia)

130.390

(3.032,3/

dia)

 

22%

646

 

(95,3%)

120.510

 

(92,4%)

22

 

(3,2%)

7.766

 

(5,9%)

2

 

(0,3%)

320

 

(0,3%)

8

 

(1,2%)

1.794

 

(1,4%)

O Comércio

do Porto

592

(13,8/

dia)

99.960

(2.324,7/

dia)

 

31,8%

583

 

(98,5%)

97.331

 

(97,4%)

2

 

(0,3%)

634

 

(0,6%)

0

 

(0%)

0

 

(0%)

7

 

(1,2%)

1.995

 

(2%)

Diário de Notícias

664

(15,4/

dia)

174.288

(4.053,2/

dia)

 

35,3%

511

 

(76,9%)

113.963

 

(65,4%)

92

 

(13,9%)

36.278

 

(20,8%)

35

 

(5,3%)

18.782

 

(10,8%)

26

 

(3,9%)

5.265

 

(3%)

Jornal de Notícias

622

(14,5

dia)

119.320

(2.774,9/

dia)

 

31,4%

559

 

(89,9%)

108.981

 

(91,3%)

33

 

(5,3%)

6.315

 

(5,3%)

5

 

(0,8%)

692

 

(0,6%)

25

 

(4%)

3.332

 

(2,8%)

O Primeiro

de Janeiro

480

(11,2/

dia)

81.700

(1.900/

dia)

 

33,2%

405

 

(84,4%)

54.016

 

(66,1%)

45

 

(9,3%)

22.340

 

(27,3%)

25

 

(5,2%)

4.554

 

(5,6%)

5

 

(1%)

790

 

(1%)

 

Público

599

(13,9/

dia)

137.547

(2.847/

dia)

 

26,4%

474

 

(79,1%)

101.424

 

(73,7%)

79

 

(13,2%)

22.411

 

(16,3%)

8

 

(1,3%)

1.510

 

(1,1%)

38

 

(6,4%)

12.202

 

(8,9%)

Nota: A negro carregado, entre parênteses, indica-se, nas duas primeiras colunas, a média diária; indicam-se igualmente entre parênteses, nas últimas oito colunas, as percentagens de fotos, de cartoons, de infográficos e mapas e de imagens da TV no total de imagens, em relação ao número e ao espaço ocupado.

 

 

Tabela 2

Origem das imagens de TV aproveitadas pelos jornais diários

 

 

 

Ori-gem

 

Cor-reio da Manhã

 

Cor-reio da Manhã

O Co-mér-cio do Porto

O Co-mér-cio do Porto

Diário de Notí-cias

Diário de

Notí-cias

Jornal de Notí-cias

Jornal de Notí-cias

O Pri-meiro de Janei-ro

O Pri-meiro de Janei-ro

 

 

Públi-co

 

 

Públi-co

-

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

TO-TAL

8

1794

7

1995

26

5.265

25

3.332

5

790

38

12.202

Não men-ciona-da e

inde-

termi-

nável

 

 

2

(25%)

 

 

 

763

(42,5%)

 

 

4

 (57,1%)

 

 

1.704

 (85,4%)

 

 

8

(30,8%)

 

 

1.300

(24,7%)

 

 

16

(64%)

 

 

1.917

(57,5%)

 

 

 

1

 (20%)

 

 

216

 (27,3%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

Produ-ção nacio-nal

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

1

(20%)

 

213

 (26,9%)

 

3

(7,9%)

 

812

(6,6%)

Produ-ção estran-geira

 

6

(75%)

 

1.031

(57,5%)

 

3

(42,9%)

 

291

(14,6%)

 

18

(69,2%)

 

3.965

(75,3%)

 

9

(36%)

 

1.415

(42,5%)

 

3

(60%)

 

361

(45,7%)

 

35

(92,1%)

 

11.390

(93,4%)

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Meios não jor-nalís-

ticos

oci-dentais

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

Meios não jor-nalís-

ticos

iraqui-anos

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

Meios não jor-nalís-

ticos

árabes/islâ-micos

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

Meios não jor-nalís-

ticos

israe-litas

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

CNN

5

(62,5%)

926

(51,6%)

3

(42,9%)

291

(14,6%)

13

(50%)

2.925

(55,6%)

6

(24%)

921

(27,6%)

3

(60%)

361

(45,7%)

9

(23,7%)

1.289

(10,6%)

RTP

-

-

-

-

-

-

-

-

1

(20%)

213

(26,9%)

3

(7,9%)

812

(6,6%)

Outras

TV’s

oci-dentais

 

1

(12,5%)

 

105

(5,9%)

 

-

 

-

 

-

 

-

 

1

(4%)

 

225

(6,7%)

 

-

 

-

 

21

(55,3%)

 

8.841

(73,4%)

 

TV ira-quiana

 

-

 

-

 

-

 

-

5

 

(19,2%)

1.040

 

(19,7%)

2

 

(8%)

269

 

(8,1%)

 

-

 

-

4

 

(10,5%)

980

 

(8%)

Outras

TV’s árabes ou islâ-micas

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

1

(2%)

 

280

(1,4%)

TV’s

israeli-tas

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

 

-

0

(0%)

0

(0%)

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Ima-gens TV com men-ção a censu-ra

 

 

1

 

(12,5%)

 

 

105

 

(5,9%)

 

 

0

 

(0%)

 

 

0

 

(0%)

 

 

0

 

(0%)

 

 

0

 

(0%)

 

 

0

 

(0%)

 

 

0

 

(0%)

 

 

0

 

(0%)

 

 

0

 

(0%)

 

 

2

 

(5,3%)

 

 

320

 

(2,6%)

Nota: quando me refiro a meios jornalísticos ou não jornalísticos ocidentais não incluo os portugueses.

 

 

Tabela 3

Origem dos mapas e infográficos nos jornais diários

 

 

 

Ori-gem

 

Cor-reio da Manhã

 

Cor-reio da Manhã

O Co-mér-cio do Porto

O Co-mér-cio do Porto

Diário de Notí-cias

Diário de Notí-cias

Jornal de Notí-cias

Jornal de Notí-cias

O Pri-meiro de Janei-ro

O Pri-meiro de Janei-ro

 

Públi-co

 

Públi-co

-

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

TO-TAL

22

7.766

2

634

92

36.278

33

6.315

45

22.340

79

22.411

Não men-ciona-da e

inde-

termi-

nável

 

 

11

(50%)

 

 

2.254

(29%)

 

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

27

(29,3%)

 

 

11.822

(32,6%)

 

 

30

(90,9%)

 

 

5.851

(92,6%)

 

 

42

(93,3%)

 

 

21.526

(96,4%)

 

 

51

(64,5%)

 

 

16.621

(74,2%)

Produ-ção pró-pria

ou mista

 

 

-

 

 

-

 

 

2

(100%)

 

 

634

(100%)

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

 

-

 

 

1

(2,2%)

 

 

204 (0,9%)

 

 

2

(2,5%)

 

 

1.178

(5,2%)

Produ-ção não pró-pria

nacio-nal

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

0

 (0%)

 

 

0

(0%)

 

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

1

(3%)

 

 

95

(1,5%)

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

Produ-ção estran-geira

 

11

(50%)

 

5.512

(71%)

 

 

0

(0%)

 

0

(0%)

 

65

(70,7%)

 

24.456

(67,4%)

 

2

(6,1%)

 

369

(5,9%)

 

2

(4,4%)

 

610

(2,7%)

 

26

(33%)

 

4.612

(20,6%)

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Meios não jor-nalís-

ticos

oci-dentais

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

7

(8,9%)

 

 

1.144

(5,1%)

Revis-tas milita-res oci-den-tais

 

 

1

(4,5%)

 

 

325

(4,2%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

7

(8,9%)

 

 

1.377

(6,1%)

Meios

jor-nalís-

ticos

oci-den-tais

 

 

10

(45,5%)

 

 

5.187

(66,8%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

65

(70,7%)

 

 

24.456

(67,4%)

 

 

3

(9,1%)

 

 

464

(7,4%)

 

 

2

(4,4%)

 

 

610 (2,7%)

 

 

12

(15,2%)

 

 

2.091

(9,3%)

Nota: quando me refiro a meios jornalísticos ou não jornalísticos ocidentais não incluo os portugueses.

 

 

Tabela 4

Origem das fotografias nos jornais diários

 

 

 

Ori-gem

 

Cor-reio da Manhã

 

Cor-reio da Manhã

O Co-mér-cio do Porto

O Co-mér-cio do Porto

Diário de Notí-cias

Diário de Notí-cias

Jornal de Notí-cias

Jornal de Notí-cias

O Pri-meiro de Janei-ro

O Pri-meiro de Janei-ro

 

Públi-co

 

Públi-co

-

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

TO-TAL

646

120.510

583

97.331

511

113.963

559

108.981

405

54.016

474

101.424

Não men-ciona-da e

inde-

termi-

nável

 

 

318

(49,2%)

 

 

 

68.859

(57,1%)

 

 

445

(76,3%)

 

 

76.904

(79,1%)

 

 

202

(39,5%)

 

 

44.943

(39,4%)

 

 

290

(51,9%)

 

 

50.912

(46,7%)

 

 

206

(50,9%)

 

 

21.180

(39,2%)

 

 

40

(8,4%)

 

 

8.546

(8,4%)

Produ-ção pró-pria

 

14

(2,2%)

 

1.058

(0,9%)

 

66

(11,3%)

 

9.768

(10%)

 

53

(10,4%)

 

8.784

(7,7%)

 

106

(18,9%)

 

26.377

(24,2%)

 

55

(13,6%)

 

8.422

(15,6%)

 

71

(15%)

 

11.950

(11,8%)

Produ-ção não pró-pria

nacio-nal

 

 

18

(2,8%)

 

 

2.037

(1,7%)

 

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

68

(12,2%)

 

 

14.290

(13,1%)

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

26

(5,5%)

 

 

5.820

(5,7%)

Produ-ção estran-geira

 

296

(45,8%)

 

48.556

(40,3%)

 

72

(12,4%)

 

10.659

(10,9%)

 

256

(50,1%)

 

60.236

(52,9%)

 

95

(17%)

 

17.402

(16%)

 

144

(35,5%)

 

24.414

(45,2%)

 

 

337

(71,1%)

 

75.108

(74,1%)

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Meios não jor-nalís-

ticos

oci-dentais

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

4

(0,7%)

 

 

 

 

552

(0,5%)

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

Meios não jor-nalís-

ticos

iraqui-anos

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

2 (0,3%)

 

 

357

(0,4%)

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

3

(0,5%)

 

 

351

(0,3%)

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

1

(0,2%)

 

 

330

(0,3%)

Meios não jor-nalís-

ticos

israe-litas

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

Meios não jor-nalís-

ticos

árabes/islâ-micos

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

10

(1,8%)

 

 

 

2.176

(2%)

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

Revis-tas milita-res oci-den-tais

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

 

 

 

-

Meios

jor-nalís-

ticos

oci-den-tais

(inc. agên-cias)

 

 

 

 

292

(45,2%)

 

 

 

 

47.958

(39,4%)

 

 

 

 

70

(12%)

 

 

 

 

10.302

(10,5%)

 

 

 

 

256

(50,1%)

 

 

 

 

60.236

(52,9%)

 

 

 

 

78

(13,9%)

 

 

 

 

14.323

(13,1%)

 

 

 

 

144

(35,5%)

 

 

 

 

24.414

(45,2%)

 

 

 

 

335

(70,7%)

 

 

 

 

74.498

(73,5%)

Meios

jor-nalís-

ticos

iraqui-anos

(inc. agên-cias)

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

Meios

jor-nalís-

ticos

israeli-tas

(inc. agên-cias)

 

 

 

3

(0,5%)

 

 

 

382

(0,3%)

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

Meios

jor-nalís-

ticos

árabes/islâ-micos (inc. agên-cias)

 

 

 

 

1

(0,2%)

 

 

 

 

216

(0,2%)

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

 

-

 

 

 

1

(0,2%)

 

 

 

280

(0,3%)

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fotos com men-ção a cen-sura

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

 (0%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

Nota: quando me refiro a meios jornalísticos ou não jornalísticos ocidentais não incluo os portugueses.

 

 

Tabela 5

Conteúdo principal das imagens nos jornais diários

 

 

 

Conte-údo

 

Cor-reio da Manhã

 

Cor-reio da Manhã

O Co-mér-cio do Porto

O Co-mér-cio do Porto

Diário de Notí-cias

Diário de Notí-cias

Jornal de Notí-cias

Jornal de Notí-cias

O Pri-meiro de Janei-ro

O Pri-meiro de Janei-ro

 

Públi-co

 

Públi-co

-

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

N.º

Espaço

(cm2)

TO-TAL

678

130.390

592

99.960

664

174.288

622

119.320

480

81.700

599

137.547

Mapas + info-grá-ficos

 

22

(3,2%)

 

7.766

(5,9%)

 

2

(0,3%)

 

634

(0,6%)

 

92

(13,9%)

 

36.278

(20,8%)

 

33

(5,3%)

 

6.315

(5,3%)

 

45

(9,3%)

 

22.340

(27,3%)

 

79

(13,2%)

 

22.411

(16,3%)

Arse-nal portu-guês

 

2

(0,3%)

 

612

(0,5%)

 

5

(0,8%)

 

892

(0,9%)

 

5

(0,8%)

 

877

(0,5%)

 

0

(0%)

 

0

(0%)

 

1

(0,2%)

 

315

(0,4%)

 

3

(0,5%)

 

2.520

(1,8%)

Arse-nal ame-ricano (excep-to se em com-bate)

 

 

 

53

(7,8%)

 

 

 

9.564

(7,3%)

 

 

 

39

(6,6%)

 

 

 

6.326

(6,3%)

 

 

 

26

(3,9%)

 

 

 

6.425

(3,7%)

 

 

 

18

(2,9%)

 

 

 

3.664

(3%)

 

 

 

25

(5,2%)

 

 

 

5.208

(6,4%)

 

 

 

60

(10%)

 

 

 

13.476

(9,8%)

Arse-nal da Coli-gação (excep-to se em com-bate)

 

 

 

36

(5,3%)

 

 

 

4.268

(3,3%)

 

 

 

35

(5,9%)

 

 

 

6.870

(6,9%)

 

 

 

35

(5,3%)

 

 

 

9.019

(5,2%)

 

 

 

10

(1,6%)

 

 

 

2.004

(1,7%)

 

 

 

5

(1%)

 

 

 

1.145

(1,4%)

 

 

 

6

(1%)

 

 

 

1.468

(1,1%)

Arse-nal ira-quia-no (excep-to se em com-bate)

 

 

 

 

28

(4,1%)

 

 

 

 

5.414

(4,2%)

 

 

 

 

4

(0,7%)

 

 

 

 

615

(0,6%)

 

 

 

 

8

(1,2%)

 

 

 

 

1.769

(1%)

 

 

 

 

18

(2,9%)

 

 

 

 

3.036

(2,5%)

 

 

 

 

27

(5,6%)

 

 

 

 

9.247

(11,3%)

 

 

 

 

4

(0,7%)

 

 

 

 

708

(0,5%)

Arse-nal israeli-ta

 

4

(0,6%)

 

416

(0,3%)

 

0

(0%)

 

0

(0%)

 

4

(0,6%)

 

946

(0,5%)

 

0

(0%)

 

0

(0%)

 

3

(0,6%)

 

545

(0,7%)

 

3

(0,5%)

 

750

(0,5%)

Arse-nal de outros países

 

8

(1,2%)

 

1.254

(1%)

 

0

(0%)

 

0

(0%)

 

8

(1,2%

 

1755

(1%)

 

3

(0,5%)

 

548

(0,4%)

 

5

(1%)

 

1.180

(1,4%)

 

4

(0,7%)

 

841

(0,6%)

Tropas e líderes milita-res de Portu-gal

 

 

3

(0,4%)

 

 

442

(0,3%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

1

(0,2%)

 

 

183

(0,1%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

1

(0,2%)

 

 

80

(0,1%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

Tropas e líderes milita-res dos EUA

(excep-to se em com-bate)

 

 

 

 

38

(5,6%)

 

 

 

 

6.104

(4,7%)

 

 

 

 

34

(5,7%)

 

 

 

 

4.918

(4,9%)

 

 

 

 

35

(5,3%)

 

 

 

 

9.478

(5,4%)

 

 

 

 

13

(2,1%)

 

 

 

 

2.209

(1,8%)

 

 

 

 

 

18

(3,8%)

 

 

 

 

2.530

(3,1%)

 

 

 

 

44

(7,3%)

 

 

 

 

11.043

(8%)

Tropas e líderes milita-res da Coli-gação

(excep-to se em com-bate)

 

 

 

 

22

(3,2%)

 

 

 

 

4.487

(3,4%)

 

 

 

 

29

(4,9%)

 

 

 

 

6.042

(6%)

 

 

 

 

31

(4,7%)

 

 

 

 

8.239

(4,7%)

 

 

 

 

9

(1,4%)

 

 

 

 

1.759

(1,5%)

 

 

 

 

6

(1,3%)

 

 

 

 

992

(1,2%)

 

 

 

 

8

(1,3%)

 

 

 

 

2.230

(1,6%)

Tropas e líderes milita-res de Israel

 

 

6

(0,9%)

 

 

738

(0,6%)

 

 

7

(1,2%)

 

 

2.739

(2,7%)

 

 

5

(0,8%)

 

 

1.273

(0,7%)

 

 

7

(1,1%)

 

 

1.200

(1%)

 

 

4

(0,8%)

 

 

658

(0,8%)

 

 

4

(0,7%)

 

 

1.400

(1%)

Tropas e líderes milita-res do Iraque

(excep-to se em com-bate)

 

 

 

 

 

23

(3,4%)

 

 

 

 

 

3.214

(2,5%)

 

 

 

 

 

18

(3%)

 

 

 

 

 

 

 

5.916

(5,9%)

 

 

 

 

 

5

(0,8%)

 

 

 

 

 

849

(0,5%)

 

 

 

 

 

11

(1,8%)

 

 

 

 

 

2.319

(1,9%)

 

 

 

 

 

12

(2,5%)

 

 

 

 

 

2.512

(3,1%)

 

 

 

 

 

13

(2,2%)

 

 

 

 

 

3.499

(2,5%)

Tropas e líderes milita-res de outros países

 

 

9

(1,3%)

 

 

 

1.230

(0,9%)

 

 

0

(0%)

 

 

0

(0%)

 

 

7

(1,1%)

 

 

1.568

(0,9%)

 

 

11

(1,8%)

 

 

 

1.912

(1,6%)

 

 

 

5

(1%)

 

 

1.035

(1,3%)

 

 

9

(1,5%)

 

 

2.722

(2%)

 

Líde-res polí-ticos por-tugue-ses

 

 

12

(1,8%)

 

 

1.240

(1%)

 

 

16

(2,7%)

 

 

1.540

(1,5%)

 

 

29

(4,4%)

 

 

6.435

(3,7%)

 

 

19

(3%)

 

 

3.958

(3,3%)

 

 

8

(1,7%)

 

 

1.016

(1,2%)

 

 

14

(2,3%)

 

 

3.002

(2,2%)

Líde-res polí-ticos

ameri-canos

 

 

27

(4%)

 

 

3.846

(2,9%)

 

 

18

(3%)

 

 

1.980

(2%)

 

 

33

(5%)

 

 

1.978

(1,1%)

 

 

17

(2,7%)

 

 

2.393

(2%)

 

 

13

(2,7%)

 

 

2.367

(2,9%)

 

 

12

(2%)

 

 

2.924

(2,1%)

Líde-res polí-ticos de países da Coli-gação

 

 

 

17

(2,5%)

 

 

 

1.912

(1,5%)

 

 

 

18

(3%)

 

 

 

2.026

(2%)

 

 

 

33

(5%)

 

 

 

7.039

(4%)